Acordo relutantemente,
sem lembranças da noite passada.
O corpo doído,
arranhado, exausto.
Gosto de tequila na
boca, gosto de cigarros
filtro vermelho, gosto de sexo.
(Onde
estava com a cabeça? Só fumo filtro branco!)
Sento
no sofá-cama, onde estou?
A mão esquerda vai instintivamente para o lado e sinto o calor de alguém que acabou de sair.
A mão esquerda vai instintivamente para o lado e sinto o calor de alguém que acabou de sair.
Quem
seria? Será que estou imaginando coisas?
Não, essas marcas de batom no meu pescoço servem de prova suficiente.
Não, essas marcas de batom no meu pescoço servem de prova suficiente.
A garganta seca grita à água.
A cabeça lateja minha impulsividade.
As
mãos e joelhos tremem minha ignorância.
E
meu coração bate a saudade de você.
Meretriz
Vampira, suga toda minha energia vital.
Mas
não o faz sem consentimento, sou masoquista, admito.
Me
perco em suas curvas sinuosas e em seus cantos duros.
Me
usa como se sua vida dependesse disso e me descarta no dia seguinte.
Acabo
sozinha num apartamento desconhecido.
Não repara a bagunça do meu coração.
Não repara a bagunça do meu coração.
É
que você sabe como mexer comigo.
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