sábado, 12 de julho de 2014

Meretriz Vampira

Acordo relutantemente, sem lembranças da noite passada.
O corpo doído, arranhado, exausto.
Gosto de tequila na boca, gosto de cigarros filtro vermelho, gosto de sexo.
(Onde estava com a cabeça? Só fumo filtro branco!)

Sento no sofá-cama, onde estou?
A mão esquerda vai instintivamente para o lado e sinto o calor de alguém que acabou de sair.
Quem seria? Será que estou imaginando coisas?
Não, essas marcas de batom no meu pescoço servem de prova suficiente.

A garganta seca grita à água.
A cabeça lateja minha impulsividade.
As mãos e joelhos tremem minha ignorância.
E meu coração bate a saudade de você.

Meretriz Vampira, suga toda minha energia vital.
Mas não o faz sem consentimento, sou masoquista, admito.
Me perco em suas curvas sinuosas e em seus cantos duros.
Me usa como se sua vida dependesse disso e me descarta no dia seguinte.

Acabo sozinha num apartamento desconhecido.
Não repara a bagunça do meu coração.
É que você sabe como mexer comigo.

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