segunda-feira, 14 de julho de 2014

Amor em preto-e-branco

A falta do giz para deixar nossas marcas.
A pena com tinta vermelha rabisca o papel.
A escrita necessária para gravar a noite profana.


Antes de tudo, devo dizer: Orgulho!
Exatamente o que sinto por vós, meus amores.
E para todos os rótulos que exige nos dar.

Bixa. Passiva. Destruidora. Puta. Vadia. Pervertida.

Emergências físicas de nossa alma dionisíaca.
As tatuagens queimadas em nossos corpos.

Corpos que se entrelaçam para dormir.
Cansados que no momento afagam por carinho.
Para todo contato em que há calor humano.

Em laços de nós que sobram braços e abraços.
Encaixando peças de formatos improváveis.
Formando o trisal bonito que nós somos.

Veja bem, meus amores.
O Bruno é bobo.
Mas isso vocês já sabem.

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