quinta-feira, 5 de junho de 2014

Eu amo Nós!

Na gaveta encontro nossos papeis avulsos.
Entre eles, quiçá, falta algo sobre a amizade.
Ou quem sabe aquela carta que nunca respondi.
Afinal, sou eu seu destinatário impossível.

A leveza de minha memória pesa hoje em recordar.
Restam palavras soltas de sentimentos tão intensos.
Ainda sinto a presença e, novamente, sinto o calor.
Daquele abraço apertado e da fumaça do cachimbo.

Uma noite que brilhou algo em mim e em você.
Brilho de uma pequena fagulha que nos aqueceu.

Serei cativo do riso envergonhado e do olhar fugido.
Da mão que cobre o sorriso e da boca aberta em gozo.
Sim, sou cativo sim. Porém, em mim há a liberdade.
Livre em relações que nos entrelaçam os nós.

Soube que para nós não houve ponto final.
Teve dois pontos. – você mesma dirá.
Pequena pausa: pensar, respirar, recriar.
Ao final, não havia o fim, somente...

***

You’re so brilliant.
Please, don’t soon forget.

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