terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Marionete

Olha, talvez eu seja mesmo só aquela sem juízo, inconsequente, com cabelo pintado e piercing na cara.
Aquela que você não dá a mínima pq não segue os padrões dessa sociedade nojenta.
Aquela que não vai ser ninguém na vida só pq não quer se abaixar e levar sem questionar.

Talvez você seja a putinha do patriarcado. Do capitalismo.
É, talvez seja.

Talvez eu não deva me envergonhar de ser assim, rebelde, como vocês me chamam.
Talvez minha inconsequência me traga paz de espírito por saber exatamente quem eu sou e onde estou.
Talvez eu seja tudo o que um dia eu quis ser e você...
Ah, você...

Continua aí, usando fantasia de pessoa de bem. De pessoa direita. Que se submete a tudo o que o cafetão te manda fazer. E faz, hein, faz com gosto.

Enquanto isso, sou tudo o que sempre quis ser e continuo lutando por um mundo onde seguir seus prórpios sonhos não seja algo condenável.

É verdade que vou perder várias oportunidades por manter essa postura.
Mas prefiro me manter íntegra com meu eu a me vender por um preço tão barato.

O preço de ser marionete.

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