Rosto fino, recheado de barba grossa, preta.
Boca delineada, lábios beijáveis.
Sorriso grande, mostrando todos os dentes.
Cabelo enroladinho, que eu adoro gentilmente passar meus dedos por.
E aqueles olhos...
Aqueles olhos que eu só fui reparar numa tarde de ressaca, nós dois na sacada a fumar o que nossos pulmões já não aguentavam. O sol de um domingo calmaria, pós tempestade, contraindo pupilas e aquecendo o corpo com vida.
Você sabe que eu não consigo olhar pros olhos.
"Os olhos são a janela da alma" já dizia o ditado, talvez eu tenha medo de almas.
Almas profundas, almas rasgadas, almas perdidas.
Cheias de demônios, pretas, em decomposição.
Ou simplesmente quebradas.
Como a minha.
Mas naquela tarde, você estava distraído. Você, que sempre segue meus olhos pra onde quer que eles forem, estava distraído olhando a paisagem burguesa do condomínio de apartamentos de nosso amigo em comum.
Imagino o que passava por sua mente.
Mas só imagino, mesmo. Você sabe que não sei descobrir essas coisas.
Quando olhei pra você, rosto de perfil, iluminado pelo sol e marcado de neon da noite passada, vi seus olhos.
Pequenos olhos.
Pequenas janelas para a alma mais bonita que já me tocou.
Olhos com pupilas minúsculas.
Olhos cor de mel.
Que esverdeiam quando inundam.
Transbordam.
Amor.
Boca delineada, lábios beijáveis.
Sorriso grande, mostrando todos os dentes.
Cabelo enroladinho, que eu adoro gentilmente passar meus dedos por.
E aqueles olhos...
Aqueles olhos que eu só fui reparar numa tarde de ressaca, nós dois na sacada a fumar o que nossos pulmões já não aguentavam. O sol de um domingo calmaria, pós tempestade, contraindo pupilas e aquecendo o corpo com vida.
Você sabe que eu não consigo olhar pros olhos.
"Os olhos são a janela da alma" já dizia o ditado, talvez eu tenha medo de almas.
Almas profundas, almas rasgadas, almas perdidas.
Cheias de demônios, pretas, em decomposição.
Ou simplesmente quebradas.
Como a minha.
Mas naquela tarde, você estava distraído. Você, que sempre segue meus olhos pra onde quer que eles forem, estava distraído olhando a paisagem burguesa do condomínio de apartamentos de nosso amigo em comum.
Imagino o que passava por sua mente.
Mas só imagino, mesmo. Você sabe que não sei descobrir essas coisas.
Quando olhei pra você, rosto de perfil, iluminado pelo sol e marcado de neon da noite passada, vi seus olhos.
Pequenos olhos.
Pequenas janelas para a alma mais bonita que já me tocou.
Olhos com pupilas minúsculas.
Olhos cor de mel.
Que esverdeiam quando inundam.
Transbordam.
Amor.
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